18.08.2009 Uma escolha para o futuro Sem fazer alarde, a Casas Pernambucanas deixa o rentável mundo do comércio eletrônico. É uma decisão permanente ou provisória?

Desde o dia 31 de julho, os internautas que tentaram efetuar compras pelo site da Pernambucanas não conseguiram. Sem alarde e sem nenhuma explicação, a centenária rede varejista encerrou sua operação online, três anos depois de colocá-la no ar. Em seu lugar, ficou um simples site institucional. A decisão vai na contramão de um intenso movimento de outras redes de varejo rumo ao universo digital. Nos últimos meses, Wal-Mart e Casas Bahia iniciaram um serviço de venda pela internet. O Carrefour se prepara para estrear sua loja virtual no início de 2010. Além disso, os números do comércio eletrônico de bens de consumo registram saltos contínuos. No primeiro semestre de 2009, o faturamento do setor cresceu 25% em comparação ao mesmo período de 2008, chegando a R$ 4,5 bilhões. A expectativa é de que esse número chegue a R$ 10,2 bilhões até o final do ano.

Diante disso, a pergunta que fica é: o afastamento da Casas Pernambucanas do rentável mundo das lojas.com é definitivo ou não? Há sinais de que a resposta pode ser qualquer uma das duas. A desistência do e-commerce veio logo que o patrono da ideia, Marcelo Silva, o presidente, deixou a empresa. Por outro lado, o retorno da loja online pode acontecer em breve, com foco na venda de eletroeletrônicos. A atual página na internet teria, portanto, vida curta. "No formato atual, parece uma página provisória. Se fosse definitivo, seria em outro modelo", afirma o dono de uma agência de mídia digital. Mas por que a empresa não deu continuidade ao serviço até a entrada do novo site no ar? Tudo indica que houve um erro de planejamento.

A gestão do antigo portal estava entregue à Tesla Tecnologia, uma das maiores agências digitais do País. Um novo site teria sido encomendado a uma outra agência. Só que o projeto atrasou e não foi entregue antes que o contrato com a Tesla expirasse. Assim, a Pernambucanas ficou sem nenhum dos dois portais, o antigo e o novo. Um tropeço que pode custar caro à empresa. "O espaço que foi aberto pela saída da pernambucanas.com será rapidamente ocupado por outras empresas", alerta Pedro Guasti, diretor geral da e-Bit, analista do comércio eletrônico brasileiro.
Fonte: Isto É Dinheiro « voltar
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