19.09.2009 Futuro da fotografia passa pelo celular Até recentemente, os celulares com câmeras eram os primos pobres das câmeras amadoras. Mas alguns deles chegaram agora ao ponto de serem capazes de tirar fotografias de verdade, mesmo à noite. Esta é, ao menos, a promessa da Nokia para promover as vendas do seu N86. A empresa convocou o fotógrafo britânico David Bailey para produzir a exposição Alive at Night, reunindo fotografias tiradas com o novo telefone celular para o seu lançamento. A proposta era fotografar um conjunto seleto de pessoas que trabalham na noite londrina. Entre elas havia uma garçonete, um paramédico, um açougueiro, um padeiro e algumas dançarinas exóticas.

Não se tratou de um grande desafio. O N86 é mais avançado do que a maioria das câmeras digitais amadoras: tem sensor de 8 megapixels, lentes Carl Zeiss Tessar de abertura ampla (f/2.4), obturador com velocidades mecânicas de até 0,001s, redução automática dos borrões nas fotos em movimento e flash embutido. Seja como for, seria de se esperar que uma pessoa tão talentosa quanto Bailey correspondesse à expectativa. E ele correspondeu.

Matt Gibbs, diretor de contas da empresa de pesquisa de mercado GfK Retail and Technology, diz que "o total de vendas de câmeras está muito maior do que o registrado anteriormente, o que significa que a fotografia digital foi benéfica para as câmeras". Os telefones celulares são vistos como ameaça para muitos dispositivos individuais: PDAs, reprodutores de MP3, aparelhos GPS e similares, consoles portáteis e leitores de livros eletrônicos. Mas o impacto provocado pelo celular variou de acordo com cada setor. "Acredito que os celulares estejam incrementando suas vantagens tecnológicas em termos de capacidade e qualidade das imagens, mas as câmeras também estão progredindo", diz Gibbs.
Fonte: O Estado de São Paulo « voltar
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